Bruno Fernandes

Bruno Fernandes das Dores de Souza (23 de dezembro de 1984), mais conhecido como Goleiro Bruno, é um ex-futebolista nevense que atuava como goleiro pelo Flamengo. Foi preso em 2010 por participação no sequestro e assassinato de Eliza Samudio, modelo com quem havia se envolvido, e condenado em 2013 a 22 anos e três meses de prisão.

Revelado pelo Atlético Mineiro, Bruno fez sua estreia durante o Campeonato Brasileiro de 2005, graças à suspensão de Danrlei, o goleiro titular, e à ausência de Diego, o goleiro reserva imediato, que havia sido convocado para a Seleção Brasileira de Futebol Sub-20. Apesar da queda do time para a segunda divisão nacional naquele ano, Bruno destacou-se e atraiu a atenção de outros clubes.

Em 2006, deixou o Galo para ir jogar no Corinthians. No entanto, acabou não se entendendo com a diretoria do novo clube e sequer chegou a vestir a camisa do time. Após alguns meses de inatividade, seu passe foi oferecido ao Flamengo. Em virtude de suas boas atuações, Bruno não mais deixou a vaga de titular com a camisa rubro-negra, cujo ápice foi a conquista do Campeonato Brasileiro de 2009 ao lado de estrelas como Petcovik, Adriano Imperador e Vagner Love.

Goleiro-artilheiro

Bruno começou a treinar cobranças de faltas e de pênaltis na Gávea, revelando-se também como um goleiro-artilheiro. Seu primeiro gol marcado aconteceu em uma partida da Libertadores da América de 2008, quando o Flamengo enfrentou, no Maracanã, o Coronel Bolognesi. Posteriormente, Bruno marcou mais três gols, tornando-se o goleiro que mais marcou gols na história da equipe carioca.

Caso Eliza Samudio

Em junho de 2010, a Polícia Civil de Minas Gerais declarou o goleiro Bruno suspeito do desaparecimento da modelo Eliza Samudio. O inquérito do caso foi entregue em 30 de julho de 2010 e o julgamento foi realizado em 19 de novembro de 2012 no Tribunal do Júri de Contagem. Em novembro de 2012, a Promotoria acreditava na hipótese de que Luiz Henrique Romão, o Macarrão, assumiria a morte de Eliza Samudio. Seu caso foi adiado para março de 2013.

No julgamento, Bruno admitiu a morte de Eliza Samudio e culpou Macarrão pelo crime. Em 8 de março de 2013, Bruno foi condenado a 22 anos e três meses de prisão, dos quais 17 anos e 6 meses são em regime fechado, por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, meio cruel e uso de meio que dificultou a defesa da vítima), cárcere privado e sequestro de Eliza e do filho deles Bruninho, e ocultação de cadáver. Por sua confissão, sua pena foi reduzida em três anos, mas aumentada em seis meses por ter sido mandante do crime.